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Cores e padroes |
Cores e padroes Originária
da Austrália, na natureza a Calopsita possui o chamado padrão silvestre
ou normal (ver abaixo). Quando surgem aves mutantes na natureza,
ostentando outras combinações de cores, dificilmente sobrevivem. Elas são
vítimas mais fáceis de predadores, pois a coloração diferente ganha
destaque e colabora para uma visualização mais rápida da ave. As inúmeras
cores existentes hoje são decorrentes da fixação de mutações feitas
pelos criadores, diversas surgidas nos últimos 15 anos, algumas muito
recentes e difíceis de encontrar em criadores. É
importante destacar que os padrões podem se mesclar, originando uma
grande gama de cores, tornando cada calopsita única. Cinza
ou Normal (Normal Grey):
A variedade original, encontrada na natureza, tem o corpo cinza com as
bordas das asas brancas. A crista do macho é amarela sobre uma cabeça
amarela e, na fêmea, cinza amarelado com a cabeça cinza. Ambos têm as
"bochechas" formadas por uma mancha vermelha, circular, em cada
lateral da cara, de tom mais suave na fêmea. A cauda é totalmente negra
no macho e na fêmea intercala negro com amarelo na parte de baixo. No
macho adulto, a cabeça é amarela, com duas manchas circulares laterais
(bochechas) de cor vermelha, crista amarela, corpo revestido com penas de
cor cinza, com o dorso mais escuro, bordas das asas brancas e cauda negra.
A
fêmea adulta apresenta a mesma coloração dos filhotes. O corpo é de
cor cinza, cabeça também cinza com as bochechas de cor vermelha mais
suave, crista cinza-amarelada, bordas das asas brancas e face interior da
cauda estriada de amarelo e preto, com penas laterais externas amarelas.
Em ambos os sexos, os olhos são marrons, o bico cinza escuro e as pernas
e pés, cinza escurecido. Arlequim
(Pied):
Esse padrão é extremamente variável, podendo apresentar aves bastantes
semelhantes ao normal até aquelas com poucas áreas de cor cinza,
predominando o amarelo claro. A cabeça exibe um amarelo forte, bochechas
vermelhas e crista amarela. De certo modo o padrão dessa mutação, são
aves que apresentam 75% da plumagem de cor cinza e o restante amarelo
claro. A cabeça é amarelo – forte, bochechas vermelhas e crista
amarela. Nesse padrão, o macho não tem listras e nem estrias amarelas na
cauda. Um
arlequim puro possui, idealmente, uma máscara “limpa”, livre de
manchas cinzas, uma cauda limpa e asas de vôos com um balanço igual de
marcas, com simetria perfeita. Canela
(Cinnamon):
Também conhecida como Isabelino, surgiu pela primeira vez na Bélgica.
As aves são em tudo semelhantes ao padrão normal, com exceção da
alteração da cor cinza para o marrom (canela). Também as pernas e os
olhos são de coloração mais clara. Os machos adultos são um pouco mais
escuros que as fêmeas. Algumas fêmeas podem ter mais amarelo na face do
que os machos. Pérola
(Pearl):
Surgiu pela primeira vez na Alemanha Ocidental em 1967. São aves
extremamente vistosas, sendo que o padrão básico pode variar bastante.
De modo geral, mostram as duas manchas laterais à cabeça, as faces são
amarelas salpicadas de cinza, e a crista amarela riscada de cinza. As
penas das costas exibem um padrão “escamado”, resultante da ausência
de melanina no seu centro, podendo a cor desta parte das penas variar do
branco ao amarelo. As penas das asas são cinza, com faixas amarelas. A
cauda é amarela, e o peito e a barriga, listrados de amarelo e cinza. As
fêmeas carregam o perolado nas costas, asas, nuca e cabeça, com uma
concentração maior nas costas. Os machos adultos podem perder totalmente
o perolado, principalmente na cabeça e na nuca. Lutino
(Lutino):
Sem dúvida alguma, é o padrão mais popular e apreciado, tendo surgido
nos EUA em 1958. São aves de cor dominante branca, com olhos vermelhos, pés
rosados, crista amarela, bico marfim, cabeça amarelada com bochechas
vermelhas. Nas asas e cauda, também está presente o amarelo. Na
realidade, os lutinos não podem ser considerados como brancos ou albinos,
pois não são inteiramente brancos, em razão da presença das cores
amarela e vermelha. Os indivíduos podem apresentar desde um amarelo forte
até um branco quase total no corpo. Neste padrão ocorre um defeito de
origem genética, caracterizado pela existência de uma área sem penas
localizada atrás da cabeça. Macho não tem estrias amarelas na
face inferior da cauda. Fulvo
(Fallow):
Semelhante ao canela, mas com amarelo mais pronunciado e olhos vermelhos.
As fêmeas costumam sem mais bonitas que os machos, por apresentarem cores
mais brilhantes. Os sexos são praticamente iguais, tornando-se mais difícil
a identificação. Cara
branca (Whiteface):
O padrão Cara Branca surgiu na Holanda por volta de 1969. No final da década
de 1970 passou a ser produzido na Alemanha e Inglaterra. As cores
dominantes são o cinza – escuro, o preto e o branco. A principal
característica é a falta da pigmentação laranja e amarela nas
bochechas. A fêmea tem o corpo cinza, bordas das asas brancas e face
interior da cauda com estrias pretas e brancas não apresentando a
“bochecha”, tornando a face inteiramente cinza. O macho segue um padrão
parecido com o normal, porém com a face totalmente branca e as cores
cinzas com um tom mais escuro, crista cinza e bordas das asas brancas. Whiteface:
Albino
(Whiteface Lutino): Ave
inteiramente branca, com os olhos vermelhos e pés rosados, com ausência
total de qualquer pigmentação. As fêmeas são mais fáceis de ser
encontradas, por ser um padrão com herança ligada ao sexo. Cara
amarela (Yellowface ou Yellowcheek ou Pastel face):
Ainda
não há notícia de sua existência no Brasil. É muito semelhante ao
padrão silvestre. A principal diferença é a cor da bochecha. Em vez de
ser vermelha é amarela. Os primeiros exemplares deste padrão chegaram
aos EUA por volta de 1992. São em tudo semelhantes aos demais padrões,
diferindo apenas na cor das bochechas, que, ao invés de serem vermelhas,
mostram-se amarelas ou alaranjada. O
padrão Pastel também é um padrão de origem bastante recente
(1991/1992) tendo surgido possivelmente na Inglaterra. Externamente é em
tudo semelhante ao yellowface, mas tem herança genética autossômica
recessiva, o que facilita e acelera as combinações entre os padrões,
principalmente com aqueles de herança ligada ao sexo. É dominante apenas
para o padrão cara branca. A
principal diferença entre os sexos é o amarelo da bochecha, que é mais
forte no macho. Prata
(Silver):
Há duas formas distintas. A chamada recessiva e a dominante. Prata Recessivo: Difere do padrão normal pelo fato de os olhos serem de cor vermelha e o cinza global do corpo ter passado à cor prateada, ocorrendo uma grande flutuação de tonalidades entre os indivíduos. As demais características de cor são as mesmas do padrão normal, inclusive quanto a identificação do macho e da fêmea. Prata
Dominante: É o mais
recente padrão de cor obtido, tendo sido fixado por volta de 1980. São
aves que apresentam a cor cinza do padrão normal diluída, mostrando um
tom pastel prateado. Os olhos são pretos, as pernas cinzas, mantendo o
amarelo forte das faces e da crista e o vermelho das bochechas. A graduação
do prateado varia de ave para ave, sendo a cor dos machos mais brilhante e
intensa. A diferenciação entre os sexos pode ser feita do mesmo modo que
o padrão normal. Nesta mutação, os genes produzem dois efeitos visuais
diferentes, caso ocorram como fator simples ou duplo.
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